하나,

Kwon Junsu. 1990, Gyeongsang. Fotógrafo urbanista. Vive com uma câmera pendurada no ombro desde antes de entender que aquilo podia virar profissão e não apenas mania. Cresceu entre ruas apertadas, mercados antigos e cidades que pareciam mudar rápido demais para alguém conseguir guardar tudo na memória sozinho. E por isso começou a fotografar.Desde que se entende por gente, viaja pela Ásia registrando história social, arquitetura humana e os rastros deixados pelo crescimento urbano no continente. Sempre fugindo de cartões-postais, porque enxerga muito mais história em fios embolados em postes, prédios antigos sobrevivendo entre arranha-céus, barraquinhas de esquina, placas desgastadas e trabalhadores cansados voltando para casa noite adentro. Todos aqueles lugares onde a cidade ainda carrega sua história, em um trabalho que foca justamente no que desaparece primeiro quando a modernização rouba espaço do cotidiano: comércios locais, bairros antigos, costumes pequenos, pessoas comuns.Vive abraçado ao nomadismo, aos contatos e contratos fotográficos, a uma coleção de aluguéis por temporada misturados aos favores de amigos espalhados entre um país e outro, e ao dinheiro suficiente para continuar desaparecendo pelo continente sem precisar fincar raízes em lugar nenhum. Uma rotina feita de pouca bagagem, equipamento demais e uma relação de amor e ódio com fusos horários.Junsu fala pouco sobre si mesmo, mas nunca cala a boca quando perguntam sobre suas viagens e cada lugar que já fotografou. Pode passar horas compartilhando anedotas sobre suas percepções de mundo, de cidades, e de como algumas parecem desaparecer diante dos olhos. Ou sobre como outras nunca dormem porque parecem ter medo de desaparecer. Também tem o costume de observar situações sem interferir nelas, algo que faz dele um ótimo fotógrafo e uma companhia ocasionalmente difícil.Seu orgulho vem justamente do estado documental que seu trabalho carrega. Fotos bonitas, mas nunca higienizadas; humanas do jeito que tudo ao seu redor é, e que as pessoas às vezes esquecem de ser. Junsu sempre preferiu assim, longe de qualquer visão perfeita demais para carregar uma história real.Agora, visita a China pela quarta vez. Mas, pela primeira delas, trocando o interior pelas luzes de Shanghai depois de tanto registrar regiões rurais, cidades agrícolas e áreas afastadas do circuito turístico. Desde fevereiro, vive em Longan, de favor na casa de um amigo tão nômade quanto ele, que segue viajando o mundo enquanto Junsu ocupa temporariamente o lugar e acumula cliques urbanos, concreto, neon e histórias escondidas sob a metrópole.E, ao mesmo tempo, trabalha no sonho de transformar seus anos atravessando o continente em um grande registro documental sobre o desaparecimento de bairros históricos asiáticos, dos hutongs chineses aos bairros tradicionais coreanos, dos mercados do sudoeste asiático às cidades soviéticas esquecidas da Ásia Central, lentamente substituídos por concreto, luxo e padronização urbana.

둘,

criativo, persistente, carismático

inquieto, impulsivo, workaholic

KWON JUNSU, 35 anos. Fotógrafo urbanista nascido em Gyeongsang e vivendo em trânsito desde os 22. Atualmente hospedado em Longan enquanto cuida temporariamente da casa de um amigo igualmente nômade. Passa os dias registrando a história social da Ásia e trabalhando em um projeto documental sobre o desaparecimento de bairros históricos diante da modernização, do luxo e da padronização urbana.+ Gosta de fotografar a história das cidades. Conversas longas, pessoas receptivas e boas indicações de lugares para beber sem música alta demais também costumam prender sua atenção. Tem preferência por música industrial, art pop, cafés pequenos escondidos entre ruas movimentadas, livrarias antigas, filmes melancólicos e qualquer lugar que ainda pareça minimamente vivido. Costuma simpatizar rápido com gente observadora e de presença tranquila.- Não gosta de espaços excessivamente silenciosos, fotografia artificial e ensaios editoriais, turistas inconvenientes, ambientes instagramáveis, pressa desnecessária e cidades que parecem limpas a ponto de não carregar personalidade alguma. Também evita pessoas barulhentas demais, ambientes lotados e obras que dependem apenas do choque para parecerem profundas.~ Dorme em horários completamente caóticos quando está trabalhando em algum projeto e sempre aparenta cansaço, mesmo quando acabou de acordar. Tem o costume de ouvir a mesma música várias vezes seguidas enquanto trata fotos. As pastas no computador são metodicamente organizadas, mas vive perdendo carregadores, cartões de memória e adaptadores.= Gosta de pegar transporte público sem destino específico e passar horas caminhando sem rumo só para entender o ritmo da cidade. Guarda mapas de trem, bilhetes de passagem e recibos amassados entre páginas de livros e cadernos de anotações. Tem mais facilidade em conversar com desconhecidos por onde passa do que em manter contato frequente com amigos próximos. Vive dizendo que não gosta de criar rotina, mas sempre procura os mesmos cafés depois de algumas semanas na cidade.

셋.

DRABBLES 01, 02, 03, 04, 05, 06

POVS 01